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LUZ SOLAR NAS CIDADES ESTÁ A TORNAR-SE UMA ESPÉCIE AMEAÇADA

por Mäyjo, em 03.03.15

Luz solar nas cidades está a tornar-se uma espécie ameaçada

Pagaria mais por uma casa que tivesse mais luz natural ou aceitaria uma taxa municipal extra consoante o número de janelas que tivesse em casa? Pois bem, no final do século XVII, a monarquia britânica instaurou uma taxa semelhante e medidas como esta podem novamente ser aplicadas, à medida que a luz natural se vai tornando num bem cada vez mais precioso.

A cidade de Rjukan, nas montanhas norueguesas, gastou recentemente €579 mil para instalar um espelho gigante que reflectisse a luz solar nos meses de inverno para a praça central da localidade (ver galeria). No Cairo, os investigadores desenvolverem uma folha de plástico corrugado que consegue dobrar a quantidade de luz que penetra nas ruelas estreitas da cidade.

A importância da luz para a arquitectura não é segredo. Contudo, as novas concepções arquitectónicas parecem esquecer-se da sua importância, pois à medida que a densidade das cidades aumenta, a altura dos edifícios aumenta em proporção, impedindo que a luz natural chegue a todos os edifícios e pessoas.

Nas cidades, a luz natural é essencial para o design urbano e para os valores das propriedades, mas o Sol é um amigo inconstante. A luz pode ser responsável pelo preço dos apartamentos, pela popularidade dos parques e influenciar ainda as rendas dos espaços. As suas propriedades holísticas são óbvias, mas os seus benefícios económicos não são menos importantes, incluindo o efeito da radiação solar nos preços do aquecimento e o potencial crescente para o uso de painéis solares urbanos.

Desta forma, a luz natural constitui-se como um bem precioso e em vias de extinção, se os edifícios continuarem a crescer em altura. Há dois milénios que a importância da luz solar é discutida. Os gregos incorporaram o Sol no planeamento das cidades. O imperador romano Justiniano assegurou que nenhum novo bairro construído podia obstruir a luz “anteriormente utilizada para aquecimento, iluminação ou marcação das horas”, refere o Salon.

Em Inglaterra, durante o período da Revolução Industrial, o parlamento legislou a questão da luz solar e em 1832 aprovou a lei das “Luzes Antigas”, que impedia as novas construções de obstruir a passagem da luz para o interior dos edifícios já existentes.

Mais recentemente, no Japão, onde os arranha-céus são comuns, uma lei semelhante – “chamada ‘nissho-ken’ – é frequentemente invocada. À medida que os arranha-céus foram proliferando nos anos 1960, alinhando-se ao lado das pequenas casas, o número de processos relacionados com a luz solar proliferou, de seis em 1968 para 83 em 1972. Mais de 300 cidades adoptaram uma espécie de “código horário para a luz solar”, clarificando multas que os construtores deveriam pagar por obstruírem a passagem da luz natural.

Cenários como estes podem em breve chegar à Europa e Estados Unidos, onde as cidades crescem em altura e o planeamento urbano já não tem em conta o direito à luz natural.

Foto: Teerão, Irão.  Hamed Saber / Creative Commons

 

A luz natural de Rjuzan

 

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publicado às 18:53

UM PULMÃO VERDE NO CENTRO DA CIDADE DO MÉXICO

por Mäyjo, em 01.03.15

Um pulmão verde no centro da Cidade do México (com FOTOS)

O atelier de arquitectura regenerativa Taller 13 apresentou um ambicioso plano para a recuperação urbana de uma das áreas mais icónicas da Cidade do México, a Ciudad Deportiva. A proposta de reabilitação pretende criar um espaço público integrado que compreende 12,7 hectares de espaço para actividades desportivas e recreativas e 153,5 hectares de infra-estruturas verdes, que incluem espaços comerciais e de entretenimento.

Segundo os arquitectos, o projecto baseia-se na integração dos sistemas de água do local e de espaços verdes no quotidiano dos mexicanos. A área que engloba a Ciudad Deportiva está localizada na intersecção de dois dos rios mais importantes que atravessam a capital do México: Churubusco e La Piedad. O projecto pretende então aproveitar os recursos naturais e construir uma zona húmida que incorpore os cursos de água no estilo de vida dos habitantes da cidade.

Para a construção desta zona húmida dentro da cidade, os arquitectos pretendem utilizar materiais reciclados, biológicos e ecológicos, bem como incluir várias plantas nativas e rochas minerais, de maneira a manter as propriedades biológicas do solo, refere o Inhabitat.

“Numa cidade onde há falta de equidade social e de comunicação, pretendemos criar um espaço ao qual as comunidades possam pertencer. Esta ideia baseia-se nos elementos verdes infra-estruturais, onde a água é a conexão entre os dois lados da cidade e, portanto, o canal para a interacção social. Como forma de recuperar a bacia hidrográfica, a cidade precisa das suas fontes de água para permanecer viva”, indicam os mentores do projecto.

Desta forma, os arquitectos pretendem não só criar uma área urbana saudável e sustentável como também promover a sustentabilidade a nível local e consciencializar os cidadãos. Adicionalmente, o projecto prevê ainda a ligação das zonas residenciais envolventes através de uma ciclovia.

 

 

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publicado às 18:52

Boynton Beach, Florida, USA

por Mäyjo, em 31.01.15

Boynton Beach, Florida, USA

8c6b3f7e-9811-437a-a3c3-3ae221c68659.jpg

26°31′41″N 80°4′35″W

 

Durante quase cinco décadas, a maior parte de Boynton Beach, na Florida, esteve ocupado com explorações leiteiras e a cidade tornou-se o principal fornecedor de leite de Palm Beach County.

No entanto, na década de 1970, as empresas de laticínios deixaram de ser rentáveis e as terras foram convertidas em conjuntos habitacionais, como o que a imagem mostra.

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publicado às 18:51

Empreendimento residencial

por Mäyjo, em 31.01.15

Hitchcock, Texas, USA.jpg

 

Hitchcock, Texas, EUA

29.288721940°, -94.966697010°

Casas residenciais são construídas em cima de canais artificiais circulares perto do Golfo do México, em Hitchcock, TX.

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publicado às 14:43


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